Recomendação rápida

28/04/2009 por Hirogawa

Olá, volto a postar aqui mas, ao contrário de todos os posts, essa postagem será breve. Venho só fazer um comentário quanto a minha atual situação e recomendar uma música bem interessante.

Em primeiro lugar volto a dizer que eu ainda estou atolado de estudos e trabalhos a serem realizados e isso tem atrapalhado demais no meu tempo livre(1). Também tenho evitado fazer posts mediocres para não abaixar a qualidade do blog e peço a vocês que colaborem sempre que possivel conosco, através de emails para ladocult@gmail.com, sua colaboração será devidamente creditada e igualmente apreciada.

Agora venho aqui fazer uma recomendação bem rápida. O clipe que vou recomendar é da música Do the evolution, da banda Pearl Jam. Ela é bem interessante e possui uma letra fantástica.

Por hoje é só. Abraços.

Desculpas

06/04/2009 por Hirogawa

Venho por meio deste post pedir desculpas a você leitor que espera atualizações constantes no meu humilde blog.

Fatores externos ao meu controle (estudos, trabalhos, contratempos e falta de inspiração) têm atrapalhado o ritmo das postagens, mas peço a você leitor que não se intimide por isso! Se você quer entrar em contato conosco ou se viu ou escreveu um texto interessante, tem alguma crítica a fazer, algo a recomendar ou qualquer coisa do gênero que você queira partilhar com outros leitores do Lado Cult, é só mandar um e-mail para ladocult@gmail.com e nós (eu e o Mundus Uni) iremos ler e possivelmente o publicaremos. Também não se acanhem para mandar mensagens tanto para o e-mail quanto através de comentários no blog, e não se esqueçam de indicar sua idade, localização e trabalho.

Novamente peço desculpas por não estabelecer um ritmo de postagem mas peço que entendam que prezamos pela qualidade e postar em função da quantidade e não dá qualidade não é algo que esperamos.

Grato desde já.

Professores e opinião própria

10/03/2009 por Hirogawa

Irei criticar aqui uma triste e frustrante realidade que envolve o ensino brasileiro (não sei até que ponto essa critica pode atingir uma abrangência global). Essa crítica envolve mais uma vez o assunto Educação, mas vou lançar um olhar não sobre o sistema educacional como um todo, irei me focar em uma parcela do sistema educacional, irei falar sobre alguns supostos “professores”.

O atual sistema educacional se mostra frágil em diversos aspectos, um destes é a falta de rigidez no controle da exposição de idéias dos educadores para com os alunos. Este tipo de didática (ou “método” se quiser dar crédito a esta pratica) é nada menos que absurda a meu ver considerando que muitas vezes o educador acaba por se tornar causador de nada menos que efeito coercitivo e não argumentativo. Ao impor suas idéias ele acaba por inibir o aluno de muitas vezes exprimir sua opinião ou por vezes acaba por forçar o aluno a adotar sua conclusão como sendo correta, por outras vezes muitos educadores tentam ser mais liberais e adotam o método da discussão como sendo ideal para fomentar idéias nas cabeças dos jovens alunos, esta prática seria correta se ao menos os professores não tentassem discutir diretamente com os alunos, ou seja, quase todos os professores possuem uma carga ideológica, cultural e intelectual muito maior que os alunos, e ao se direcionar diretamente com a discussão acabam expondo idéias muito complexas para os alunos que por muito não conseguirão entender e por conta deste não irão tentar exprimir suas idéias, e novamente alguns adotaram a linha de pensamento do professor, e novamente o professor se tornará elemento de coerção.

Julgo como sendo fundamental a discussão e debate sobre os mais variados assuntos de interesse tanto do educador como dos alunos, assim como uma discussão clarificada sobre o assunto apresentado na sala. Mas considero um erro e até mesmo algo desnecessário a participação excessiva do professor na liberdade comunicativa dos alunos. O papel do professor em uma discussão tem de ser nada mais que fomentador e intermediador, não de “palestrante”. Muitos alunos ao criarem interesse por algum assunto discutido em sala provavelmente irão buscar o assunto discutido e assim poderão formar sua opinião de maneira autônoma, obtendo assim o resultado ideal.

“Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo o caminho.”

- Galileu Galilei

Em suma, devo dizer que o professor tem como papel instruir e educar os alunos até onde for de seu agrado e alcance, mas a imposição de idéias, mesmo que não proposital é um tremendo erro e deve ser evitado a todo custo. A satisfação de um estudante ao poder opinar e mesmo solucionar problemas e argumentar em discussões dá a este um sentimento de imposição e ao mesmo tempo ajuda a solidificar a opinião própria do aluno, e o professor como sendo instrumento de educação deve não impor e sim ajudar os alunos na busca da opinião própria destes. Como comentário final, devo dizer que muitas vezes a interpretação da informação é mais importante que a informação em si.

Grato pela atenção.

Fato Social

23/02/2009 por Mundus Uni

Olá, meu nome é Mundus Uni e sou o novo escritor aqui no Lado Cult. Este primeiro texto que lhes trago fala sobre o “Fato Social”.  Irei em futuros posts abordar de maneira mais elaborada o assunto.

Na obra As regras do método sociológico, Émile Durkheim define o objeto da Sociologia: o fato social. Para ele, o termo é empregado erroneamente para designar todos os fenômenos que ocorrem na sociedade, mesmo que apresentem, apesar de certas generalidades, pouco interesse social. Mas, partindo desta acepção, não há acontecimentos humanos que não possam ser apelidados de sociais. Cada indivíduo bebe, dorme, come, raciocina, e a sociedade tem todo o interesse que estas funções se exerçam regularmente. Assim, se estes fatos fossem sociais, a sociologia não teria um objeto que lhe fosse próprio e o seu domínio se confundiria com os da biologia e da psicologia.

Fatos sociais consistem em maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo e dotadas de um poder coercitivo em virtude do qual se impõem como obrigação. Portanto, não poderiam ser confundidos com os fenômenos orgânicos, já que eles consistem em representações e ações, nem com os fenômenos psíquicos, por estes só existirem na consciência dos indivíduos e devido a ela.

Durkheim distingue três características dos fatos sociais:

A primeira é a coerção social, isto é, a força que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a conformar-se às regras da sociedade em que vivem, independentemente de sua vontade e escolha. Essa força se manifesta quando o indivíduo adota um determinado idioma, quando se submete a um determinado tipo de formação familiar ou quando está subordinado a determinado código de leis. O grau de coerção dos fatos sociais se torna evidente pelas sanções a que o indivíduo estará sujeito quando tenta se rebelar contra elas. As sanções podem ser legais ou espontâneas. Legais são as sanções prescritas pela sociedade, sob a forma de leis, nas quais se estabelece a infração e a penalidade subseqüente. Espontâneas seriam as que aflorariam como decorrência de uma conduta não adaptada à estrutura do grupo ou da sociedade à qual o indivíduo pertence. A educação desempenha, segundo Durkheim, uma importante tarefa na conformação dos indivíduos à sociedade em que vivem, a ponto de, após algum tempo, as regras estarem internalizadas e transformadas em hábitos.

A segunda característica dos fatos sociais é que eles existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente, ou seja, são exteriores aos indivíduos. As regras sociais, os costumes, as leis, já existem antes do nascimento das pessoas e são a elas impostos por mecanismos de coerção social, como a educação. Portanto, os fatos sociais são, ao mesmo tempo, coercitivos e dotados de existência exterior às consciências individuais.

A terceira característica é a generalidade. É social todo fato que é geral, que se repete em todos os indivíduos ou, pelo menos, na maioria deles. Por essa generalidade, os fatos sociais manifestam sua natureza coletiva ou um estado comum ao grupo, como as formas de habitação, de comunicação, os sentimentos e a moral.

(Texto retirado de http://www.marcelavarejao.com/LAVSTUD/glossario/fato_social.htm)

Educação ao contrário – Direito e Dever

14/02/2009 por Hirogawa

Eu participo de um fórum de discussão chamado Papo-Cabeça, uma seção do Fórum Uol Jogos (também me reservo o direito de curtir “coisas intelectuais” e jogos ok?), e lá participo junto com outras pessoas, muitas dessas desconhecidas (ao menos por enquanto… realmente me interessaria muito de conhecer melhor o pessoal de lá), e dentre todos esses debates e discussões me deparo com um tópico particularmente interessante. O tópico criado pelo usuário “Lars_Miguel” com um texto de Olavo de Carvalho. O texto é muito interessante e vale a pena lê-lo. Abraços e boa leitura.

Clicando no Google a palavra “Educação” seguida da expressão “direito de todos”, encontrei 671 mil referências. Só de artigos acadêmicos a respeito, 5.120. “Educação inclusiva” dá 262 mil respostas. Experimente clicar agora “Educar-se é dever de cada um”: nenhum resultado. “Educar-se é dever de todos”: nenhum resultado. “Educar-se é dever do cidadão”: nenhum resultado.Isso basta para explicar por que os estudantes brasileiros tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais. A idéia de que educar-se seja um dever jamais parece ter ocorrido às mentes iluminadas que orientam (ou desorientam) a formação (ou deformação) das mentes das nossas crianças.Eis também a razão pela qual, quando meus filhos me perguntavam por que tinham de ir para a escola, eu só conseguia lhes responder que se não fizessem isso eu iria para a cadeia; que, portanto, deveriam submeter-se àquele ritual absurdo por amor ao seu velho pai. Jamais consegui encontrar outra justificativa. Também lhes recomendei que só se esforçassem o bastante para tirar as notas mínimas, sem perder mais tempo com aquela bobagem. Se quisessem adquirir cultura, que estudassem em casa, sob a minha orientação. Tenho oito filhos. Nenhum deles é inculto. Mas o mais erudito de todos, não por coincidência, é aquele que freqüentou escola por menos tempo.A idéia de que a educação é um direito é uma das mais esquisitas que já passaram pela mente humana. É só a repetição obsessiva que lhe dá alguma credibilidade. Que é um direito, afinal? É uma obrigação que alguém tem para com você. Amputado da obrigação que impõe a um terceiro, o direito não tem substância nenhuma. É como dizer que as crianças têm direito à alimentação sem que ninguém tenha a obrigação de alimentá-las. A palavra “direito” é apenas um modo eufemístico de designar a obrigação dos outros.

Os outros, no caso, são as pessoas e instituições nominalmente incumbidas de “dar” educação aos brasileiros: professores, pedagogos, ministros, intelectuais e uma multidão de burocratas. Quando essas criaturas dizem que você tem direito à educação, estão apenas enunciando uma obrigação que incumbe a elas próprias. Por que, então, fazem disso uma campanha publicitária? Por que publicam anúncios que logicamente só devem ser lidos por elas mesmas? Será que até para se convencer das suas próprias obrigações elas têm de gastar dinheiro do governo? Ou são tão preguiçosas que precisam incitar a população para que as pressione a cumprir seu dever? Cada tostão gasto em campanhas desse tipo é um absurdo e um crime.

Mais ainda, a experiência universal dos educadores genuínos prova que o sujeito ativo do processo educacional é o estudante, não o professor, o diretor da escola ou toda a burocracia estatal reunida. Ninguém pode “dar” educação a ninguém. Educação é uma conquista pessoal, e só se obtém quando o impulso para ela é sincero, vem do fundo da alma e não de uma obrigação imposta de fora. Ninguém se educa contra a sua própria vontade, no mínimo porque estudar requer concentração, e pressão de fora é o contrário da concentração. O máximo que um estudante pode receber de fora são os meios e a oportunidade de educar-se. Mas isso não servirá para nada se ele não estiver motivado a buscar conhecimento. Gritar no ouvido dele que a educação é um direito seu só o impele a cobrar tudo dos outros ? do Estado, da sociedade ? e nada de si mesmo.

Se há uma coisa óbvia na cultura brasileira, é o desprezo pelo conhecimento e a concomitante veneração pelos títulos e diplomas que dão acesso aos bons empregos. Isso é uma constante que vem do tempo do Império e já foi abundantemente documentada na nossa literatura. Nessas condições, campanhas publicitárias que enfatizem a educação como um direito a ser cobrado e não como uma obrigação a ser cumprida pelo próprio destinatário da campanha têm um efeito corruptor quase tão grave quanto o do tráfico de drogas. Elas incitam as pessoas a esperar que o governo lhes dê a ferramenta mágica para subir na vida sem que isto implique, da parte delas, nenhum amor aos estudos, e sim apenas o desejo do diploma.”

Quebrando o taboo por falta de criatividade…

24/01/2009 por Hirogawa

A muito tempo tenho me revirado por noites a fio sofrendo por minha falta de imaginação e criatividade para escrever alguma coisa que sirva como postagem inicial para esse meu modesto blog…

Então decidi fazer uma postagem absurdamente medíocre reportando isso, assim sendo não tenho que me preocupar tanto com uma postagem inicial.

Um tanto quanto estúpida e ao mesmo tempo genial essa ideia se me permitem dizer…

Enfim…

Abraços.